Um dos meus sonhos na vida é poder ter um banho incrivelmente maravilhoso. Especialmente, com uma ducha quente regulável ao qual eu me sinta realmente dentro do útero de minha mãe. Que a água quente envolva meu corpo num conforto íntimo, levando embora toda a sujeira e tudo o que há de ruim em mim, na minha alma. Lavagem essa que massageia o espírito e os músculos duros dos traumas do dia a dia. Que eu me sinta uma só com a água e quando percebo, já somos a mesma coisa numa coisa só feita de germe de vida, em constante transformação que transita entre diferentes estados dependendo do ambiente em que se encontra (nos encontremos) e dos fatores que nos atravessem. Eu escorro e sou interminável. Inesgotável fonte. Energia. Balanço disforme conforme vou, conforme sou. E ali, no ato do banho uterino eu não quero nascer. Porque nascer dói. Dar de cara com o mundo, ser invadida por ele e atravessá-lo até onde me for permitido dói. Transforma. Não que a transformação tenha que ser dolorosa para que tenha sua validade. É que o mundo dos dias de hoje anda muito sujo e pesado, e pra lidar com isso requer muita força e adaptabilidade, características que a água também me proporciona, sendo assim possível fluir por esse planeta, fase por fase, estado por estado, tempo por tempo. Assim eu nasço todos os dias e continuo nascendo constantemente num espiral infinito onde a transformação interior é inevitável e necessária para o encontro contínuo com novas formas de mim mesma que encontrarei pelo caminho.
Percepcionista
Perceber do latim percipere – conhecer por meio dos sentidos.
sexta-feira, 14 de maio de 2021
terça-feira, 3 de julho de 2018
Dias mornos
Eu sentia saudades
E sinto
De dias há alguns anos atrás
Em que eu costumava me perder
De todos
E de mim mesma
Vivia um dia esquecido qualquer
E esses eram os melhores dias
Dias que estão nos cantos de minha existência
Nas bordas da minha vida
Que eu queria ficar só
Comigo mesma
Só eu e o vento da tarde
Com meu café
Amargo
Como os outros dias turbulentos
Nos quais eu era um borrão
Sou
E não consigo me enxergar propriamente
Meus olhos acostumaram a se perder
Pela correria da vida
Ah!!
Chega de correr
Eu quero respirar fundo
E viver em paz
Dias mornos
Cintilantes
Onde eu possa encontrar olhos com verdades pra mostrar
E sinto
De dias há alguns anos atrás
Em que eu costumava me perder
De todos
E de mim mesma
Vivia um dia esquecido qualquer
E esses eram os melhores dias
Dias que estão nos cantos de minha existência
Nas bordas da minha vida
Que eu queria ficar só
Comigo mesma
Só eu e o vento da tarde
Com meu café
Amargo
Como os outros dias turbulentos
Nos quais eu era um borrão
Sou
E não consigo me enxergar propriamente
Meus olhos acostumaram a se perder
Pela correria da vida
Ah!!
Chega de correr
Eu quero respirar fundo
E viver em paz
Dias mornos
Cintilantes
Onde eu possa encontrar olhos com verdades pra mostrar
terça-feira, 13 de setembro de 2016
Take me to travel
take me to travel
if we go together
maybe i won't want to come back
we could run away
from this world
take me to the sky
through the clouds
to the moon
through the stars
we could run away
to somewhere else
if we go together
maybe i won't want to come back
we could run away
from this world
take me to the sky
through the clouds
to the moon
through the stars
we could run away
to somewhere else
segunda-feira, 7 de março de 2016
empty III
I really hate to feel empty
So, is this hate a piece of life?
Maybe
Maybe I am just reborning
Maybe this death is a way to grow into a new me
sexta-feira, 4 de março de 2016
empty II
Feels like the world could end anytime
Or just my world
And I just don't care
I am not able to care
I feel like a sea without waves
And only I know this is a kind of death
Maybe that's it
quinta-feira, 3 de março de 2016
empty I
I've been feeling empty these days
All I want is a cigarette
My eyes close
I breathe
And that's all
Nothing
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